Caso clínico: Câncer Localmente Avançado de Cavidade Oral
Confira esse caso clínico de um paciente do sexo masculino com dificuldade para engolir e rouquidão, com alterações na voz há 4 meses.
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Confira esse caso clínico de um paciente do sexo masculino com úlcera na língua que não cicatriza e dor ao mastigar há 3 meses.
Dra. Julia Pastorello (CRM-RS: 33728)
Paciente masculino de 74 anos com carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço recorrente/metastático (R/M HNSCC) de orofaringe em base de língua, p16 positivo, previamente tratado com cirurgia extensa e radioquimioterapia adjuvante. Apresentava recidiva metastática predominantemente cutânea, alta expressão de PD‑L1 (CPS 60), ECOG‑PS 2 e limitações clínicas e geriátricas que restringiam a utilização de quimioterapia sistêmica. Diante desse contexto, foi selecionada imunoterapia isolada como estratégia de primeira linha no cenário metastático.
Dra. Ana Claudia da Silva Galdino (CRM-SP: 186375)
Paciente feminina de 96 anos, funcionalmente independente, diagnosticada com carcinoma espinocelular de cavidade oral localmente avançado e irresecável, com alta expressão de PD‑L1 (CPS 70). Não apresentava condições clínicas para abordagem com quimioterapia sistêmica. Considerando idade avançada, contexto funcional e perfil molecular tumoral, foi instituída imunoterapia isolada como tratamento de primeira linha.
Dra. Patricia Medeiros Milhomem Beato (CRM-SP: 123137)
Paciente masculino de 70 anos, previamente hígido, diagnosticado com carcinoma espinocelular de laringe em estágio IVc, com acometimento metastático ósseo e pulmonar ao diagnóstico, ECOG‑PS 1 e expressão de PD‑L1 (CPS 44). O manejo incluiu radioterapia paliativa para controle de dor óssea, seguida de tratamento sistêmico de primeira linha baseado em imunoterapia associada à quimioterapia, com posterior continuidade em esquema de manutenção.
Dr. Marcos Aurélio Fonseca Magalhães Filho (CRM-PB: 9418)
Paciente masculino de 78 anos com carcinoma espinocelular de laringe, tratado inicialmente com abordagem definitiva local, evoluindo posteriormente com recidiva local e progressão metastática pulmonar. Ao longo do curso da doença, foi submetido a múltiplas linhas terapêuticas, incluindo cirurgia, radioquimioterapia, quimioterapia sistêmica e imunoterapia isolada e em combinação, refletindo a complexidade do manejo longitudinal do R/M HNSCC.
Dr. Marcelo Malandrino de Albuquerque Felizola (CRM-RJ: 789313)
Paciente masculino de 49 anos, previamente funcional, diagnosticado com carcinoma espinocelular de orofaringe HPV‑relacionado (p16 positivo), com doença metastática pulmonar ao diagnóstico e massa cervical volumosa de crescimento rápido. Apresentava ECOG‑PS 1 e expressão intermediária de PD‑L1 (CPS 9). Com base no estadiamento e no perfil molecular, foi indicado tratamento sistêmico de primeira linha com quimioterapia associada à imunoterapia, seguido de estratégia de manutenção.
Dra. Larissa de Alencastro Curado (CRM-GO: 26208)
Paciente masculino de 65 anos, previamente sem comorbidades, diagnosticado com carcinoma espinocelular de língua, tratado inicialmente com cirurgia e radioterapia adjuvante, evoluindo precocemente com doença metastática pulmonar e óssea. No momento da avaliação oncológica, apresentava performance status comprometido e alta expressão de PD‑L1 (CPS 30). Optou-se por imunoterapia isolada em primeira linha, considerando perfil clínico e objetivo de redução de toxicidade, com acompanhamento longitudinal e intervenções locais conforme necessidade.
Dr. Frederico Arthur Pereira Nunes (CRM-RJ: 789313) e Dra. Luiza de Paula Gomes (coautora) CRM-RJ: 1124870
Paciente masculino de 72 anos, portador de carcinoma espinocelular de língua, tratado inicialmente com cirurgia e radioquimioterapia adjuvante, evoluindo com progressão linfonodal e pulmonar. Diante de comorbidades cardiovasculares e fragilidade clínica, recebeu quimioterapia paliativa, seguida da introdução de imunoterapia isolada, após confirmação de expressão tumoral de PD‑L1, permanecendo em acompanhamento clínico e radiológico após suspensão do tratamento por toxicidade imunomediada grave.
Dra. Aline de Souza Rosa da Silva (CRM-SC: 16.868)
Paciente feminina de 80 anos com carcinoma espinocelular da cavidade oral, com histórico de múltiplas recidivas locais e regionais, evoluindo com doença locorregional volumosa e sintomática. Apresentava comorbidades cardiovasculares relevantes, fragilidade clínica acentuada e intolerância prévia à radioquimioterapia concomitante. A análise imuno-histoquímica demonstrou alta expressão de PD‑L1 (CPS > 20), sustentando a decisão por imunoterapia isolada como estratégia terapêutica, com seguimento.
Para serem elegíveis ao tratamento com imunoterapia, alguns tumores exigem que o PD-L1 seja positivo e, além disso, as classificações são divididas entre PPT e PPC. Preparamos um resumo exclusivo e detalhado com todos eles, que poderá contribuir para a sua prática clínica diária. Confira: