Separata – Desafios e novas perspectivas de prevenção do Streptococcus pneumoniae – sorotipo 3

DESAFIOS E NOVAS PERSPECTIVAS DE PREVENÇÃO DO STREPTOCOCCUS PNEUMONIAE SOROTIPO 3

Prof. Dr. Daniel Jarovsky
  • Pediatra e Infectologista da Santa Casa de São Paulo
  • Mestre e Doutor em Ciências da Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP)
  • Professor Instrutor do Departamento de Pediatria da FCMSCSP
  • Secretário do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP)
  • Consultor Médico em Imunizações do Fleury São Paulo

Introdução

Streptococcus pneumoniae (Spn), o patógeno respiratório bacteriano mais importante em humanos, causa uma variedade de infecções mucosas e invasivas em crianças e adultos.1 A doença pneumocócica é um fardo mundial, e estima-se que mate mais de 340 mil crianças a cada ano.2 Devido à alta carga contínua da doença, apesar de vacinas com perfil de eficácia, o S. pneumoniae foi designado um patógeno prioritário pela Organização Mundial da Saúde em 2017.3 O nicho primário dessa bactéria é a nasofaringe humana, sendo um patógeno oportunista do trato respiratório inferior e superior.1

Há mais de duas décadas, vacinas pneumocócicas conjugadas (PCVs) com perfil de eficácia e com crescente cobertura de sorotipos têm sido licenciadas para a prevenção da doença pneumocócica invasiva (DPI) em populações pediátricas e adultas,4 protegendo contra alguns dos mais de 100 sorotipos conhecidos.5 As vacinas pediátricas são tipicamente administradas como uma série primária de duas ou três doses até os 6 meses de idade, seguidas por uma dose de reforço após o primeiro aniversário.1 Apesar do grande sucesso dos programas de imunização com PCVs na infância, a DPI remanescente está associada a significativa morbidade e mortalidade em lactentes, crianças, adultos mais velhos e indivíduos com condições clínicas que aumentam o risco para doença invasiva.6-8

A maioria da carga residual das infecções pneumocócicas é causada por sorotipos não vacinais (NVT),8,9 no entanto, nos países que utilizam a vacina pneumocócica conjugada 13-valente (PCV13) de forma ampla, os sorotipos 3 (ST3) e 19A (ST19A) também persistiram apesar dos esforços de vacinação, sendo responsáveis por doença residual do tipo vacinal em 8%-13% dos indivíduos adequadamente vacinados.10,11 Embora seja uma situação relativamente rara, maior suscetibilidade geral à DPI e à doença grave e proteção incompleta são descritas em indivíduos com comorbidades específicas (Tabela 1) e se tornam ainda mais relevantes para esses dois sorotipos.4,12,13 Classifica-se a doença residual vacinal de acordo com a situação de imunização contra o pneumococo no momento da infecção:4

As condições clínicas que aumentam o risco para DPI são mostradas na tabela 1.14-17

Tabela 1. Lista de condições associadas ao aumento do risco de DPI de acordo com a situação imunológica (em negrito, situações de alto risco para DPI)

Cardiopatia crônica (incluindo insuficiência cardíaca congestiva e cardiomiopatias)14-17Imunodeficiência primária ou congênita (incluindo deficiência de linfócitos B – humoral – ou T, deficiências do complemento, particularmente deficiências de C1, C2, C3 e C4, e distúrbios fagocíticos excluindo a doença granulomatosa crônica)14,15,17
Doença hepática crônica (incluindo cirrose, atresia biliar e hepatite crônica)16Imunodeficiência secundária ou adquirida
(incluindo imunossupressão iatrogênica§)17
Doença metabólica (incluindo diabetes mellitus)15Transplantados de medula óssea ou órgãos sólidos14-17
Doença respiratória crônica (incluindo asma, fibrose cística, doença pulmonar obstrutiva crônica e enfisema pulmonar)15,16Doenças neoplásicas (incluindo LH, LNH, leucemia e MM)15,17
Fístula liquórica e derivação de ventrículo peritoneal (DVP)14Doença renal crônica (incluindo síndrome nefrótica, DRC em estágios 4/5, hemodialíticos e transplantados renais)14,16
Portadores de implante coclear14,15Asplenia anatômica ou funcional e doenças relacionadas.14
Pacientes pré-transplante de órgãos sólidos14Pacientes que vivem com HIV (quaisquer estágios da doença)16
Tabagismo15
Abuso de álcool15
Prematuridade14Doenças neurológicas crônicas incapacitantes14
Doenças cardiovasculares (incluindo hipertensão com
complicações cardíacas e insuficiência cardíaca crônica).16

DPI: doença pneumocócica invasiva; DRC : doença renal crônica; CVID: imunodeficiência variável comum; LH: linfoma de Hodgkin; MM: mieloma múltiplo; LNH: linfoma não Hodgkin; SCID: imunodeficiência combinada grave; HIV/AIDS: indivíduo convivendo com vírus da imunodeficiência humana/síndrome de imunodeficiência adquirida.
§Doenças que requerem tratamento com drogas imunossupressoras, incluindo corticosteroides sistêmicos de longa duração e radioterapia.
Adaptada de: Ministério da Saúde. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. 2023.14 Centers for Disease Control and Prevention (CDC); Advisory Committee on Immunization Practices. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2010;59(34):1102-6.15 GOV.UK. England Public Health. Pneumococcal: the green book, chapter 25. 2013.16 Bennett NM, et al. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2013;62(25):521-4.17

O impacto de coinfecção de vírus-pneumococo na eficácia vacinal e, consequentemente, no efeito protetor das PCVs não é claro. Algumas evidências sinalizam um risco aumentado de desenvolver DPI na presença de coinfecção com vírus influenza ou vírus sincicial respiratório.4 Entre os principais fatores associados a escape e falha das PCVs em lactentes e crianças,4 estão:


O uso das PCVs em crianças levou a reduções substanciais na DPI. No entanto, as reduções observadas em cada um dos 13 sorotipos incluídos na PCV13 não foram as mesmas. Existem claras evidências de que a maioria dos escapes e falhas vacinais em todo o mundo envolve o ST3.18

Cepas de Spn que produzem cápsula do ST3 são distintas da maioria das demais, por apresentarem aparência altamente mucoide e fenótipo úmido quando cultivadas em placas, enquanto outros sorotipos formam colônias mais discretas.18 (Figura 1) Dada essa considerável diferença na aparência das colônias, os isolados de ST3 não foram inicialmente reconhecidos como pneumococos, mas, sim, como Streptococcus mucosus.18,19 Quando comparado a outros sorotipos causadores de DPI, o ST3 apresenta alta proporção de colonização em crianças e altos níveis de anticorpos contra esse sorotipo. Presume-se que esses índices aumentados sejam decorrentes de alta taxa de exposição natural, mas com breve duração de colonização, apoiando a característica de grande virulência desse sorotipo.20

Apesar de apresentar frequente suscetibilidade a uma variedade de antibióticos (especialmente β-lactâmicos),22,23 o ST3 é considerado altamente invasivo e está associado a pneumonias complicadas (muitas vezes com empiema ou derrame pleural) e manifestações clínicas mais graves (como sepse e meningite).24-28 O risco de morte por pneumonia pneumocócica associada ao ST3 ocupa o segundo lugar, com valor quase duas vezes maior (quando comparado ao sorotipo 14), perdendo apenas para o sorotipo 19F.29 Por todas essas razões, a doença invasiva causada pelo ST3 possui taxa de mortalidade de ±30%, e esse número sobe para 47% para indivíduos com múltiplas comorbidades e idosos.18

Figura 1. Os isolados de S. pneumoniae que expressam
a maioria dos tipos de cápsulas produzem pequenas
colônias redondas semelhantes a rosquinhas (donuts)
na placa de ágar sangue (A, à esquerda), enquanto os
pneumococos dos sorotipos 3 e 37 desenvolvem colônias
mucoides caracteristicamente grandes (B, à direita).

As PCVs licenciadas são geralmente eficazes entre lactentes e crianças pequenas contra DPI, doença de mucosa (também denominada “não invasiva ”) e colonização nasofaríngea.30-32 Em paralelo a isso, o S. pneumoniae desenvolveu, ao longo de sua evolução, um repertório de mecanismos de evasão, sendo capaz de modular e evadir do sistema imune de um hospedeiro vacinado.18 O resultado é que, apesar da inclusão do ST3 na PCV13, a prevalência de DPI e doença não invasiva relacionada ao ST3 permanece relativamente constante.33,34 Análises de amostras globais do complexo clonal (CC) 180 desse sorotipo sugerem que o uso de antibióticos e outros antígenos não vacinais pode atuar como impulsionadores da prevalência desse sorotipo de forma mais importante do que o uso de vacinas conjugadas.20,23,35 (Figura 2)

Perfil de efetividade (dados de imunogenicidade) – Apesar da vacinação com um esquema 3+1, identificou-se que o impacto sobre os títulos de anticorpos após cada dose de PCV13 é diferente para cada sorotipo, e a imunização com PCV13 resultou em perfil de efetividade limitado contra o ST3.36

Um nível mais alto de anticorpos é necessário para proteger o indivíduo de infecções do sorotipo 3 devido às características únicas de seu polissacarídeo de cápsula. Andrews et al. propuseram um nível de 2,8 mcg/mL como o nível sérico de anticorpos necessário para prevenir DPI,37 entretanto menos de 5% das crianças excedem 3 mcg/mL de IgG específica do sorotipo 3 após receberem quatro doses de PCV13.36

Continuum da doença pneumocócica invasiva, incluindo os potenciais fatores envolvidos na diversidade de
substituição de sorotipos

Os níveis de anticorpos ST3 induzidos pela PCV13 são mais baixos e não há efeito claro de uma dose de reforço (booster) na atividade ofonofagocítica (OPA) ou avidez de anticorpos contra o ST3, em comparação com o ST19A, durante os primeiros dois anos de vida.36 Além disso, os anticorpos específicos contra o ST3 diminuem mais rapidamente do que aqueles contra o ST19A.36 Uma dose de reforço de PCV13 teve efeito significativo na maturação da avidez do anticorpo do sorotipo 19A, refletindo bom desenvolvimento da memória de células B.36 Tal efeito não foi observado para o ST3.36 A falha em aumentar a avidez após a imunização de reforço, como mostrado para o ST3, provavelmente explica em parte a falha em aumentar a OPA.36

Efetividade (dados de vida real) – A efetividade sorotipo-específica da PCV13 contra o ST3 permanece incerta. Verifica-se redução limitada (quando existente) na DPI causada pelo ST3, em comparação com outros sorotipos vacinais nos EUA (Figuras 3A, 3B e 3C).23,38-40

Figura-3A.-Incidencia-das-taxas-de-DPI-de-acordo-com-sorotipo-causal-em-todas-as-idades-EUA.png
Figura 3B. Incidência das taxas de DPI de acordo com sorotipo causal em crianças menores de 5 anos de idade (EUA)
Figura 3C. Incidência de DPI de acordo com sorotipo causal em crianças de 5-18 anos de idade (EUA)

No Brasil, como em outros países que não incorporaram a PCV13 em seus programas nacionais de imunização, uma combinação de expansão clonal de NVT e troca de cápsula levou ao surgimento de linhagens do ST19A com baixa suscetibilidade à penicilina e multirresistência.41-43 Apesar do inquestionável protagonismo desse sorotipo no Brasil desde 2014, o sorotipo 3 manteve-se estável em termos proporcionais e absolutos até 2021, a partir de quando se verificou aumento em ambas as perspectivas no período de transição pós-pandêmico. (Figuras 4 e 5) Considerados os sorotipos mais relevantes no Brasil na atualidade, o ST3 e o ST19A foram responsáveis por cerca de 65% dos casos de DPI em crianças menores de 5 anos de idade em 2022 e 2023.44

Estima-se que sejam necessários mais anticorpos para alcançar proteção completa desse sorotipo.37,45 Portanto, o controle da doença causada pelo ST3 requer novas abordagens tecnológicas para ser alcançado.46-51 Uma vacina de polissacarídeo conjugado (PCVs) consiste em um polissacarídeo como antígeno, que é conjugado à proteína carreadora.48 Devido à reação de conjugação incompleta, polissacarídeos livres (não conjugados às proteínas carreadoras) estão presentes em uma vacina conjugada e podem atuar como contaminantes, interferindo nas respostas imunológicas induzidas pelos glicoconjugados proteicos.48

Figura 4. Distribuição de casos de DPI causada por sorotipos de relevância em menores de 5 anos de idade no Brasil (2006-2023)
Figura 5. Número de casos anuais de DPI causados por sorotipos 3, 6A, 6C e 19A em menores de 5 anos no Brasil (2006-2023)

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