Dados de antes do licenciamento de ZERBAXA já demonstravam que 90,6% dos isolados de P. aeruginosa coletadas de 2013 a 2015 no Brasil eram suscetíveis a ceftolozona + tazobactam.1
ZERBAXA no Brasil: variação de
90,6 a 92%
nos percentuais de suscetibilidade entre isolados de P. aeruginosa coletados de 2013 a 20231
ZERBAXA na América Latina:
A taxa de suscetibilidade a ZERBAXA entre isolados de P. aeruginosa coletados durante o programa SMART na América Latina foi de 86,3% entre 2016 e 2024. Esse percentual de suscetibilidade foi 12 a 14% mais alto do que o das cefalosporinas antipseudomonas ceftazidima e cefepima e cerca de 19% mais alto que o do meropeném (em destaque na tabela a seguir).1
Abaixo estão os valores percentuais de suscetibilidade a ZERBAXA e agentes comparadores contra isolados clínicos de P. aeruginosa coletados em países da América Latina de 2016 a 2024.1
| Fenótipo | n | ZERBAXA | IPM | MEM | CAZ | FEP | PTZ | LVX | AMK |
| Todos os isolados | 10.188 | 58,1 | 67,2 | 72,8 | 74,1 | 69,1 | 64,4 | 85,8 | |
| Resistente a CAZ | 2.341 | 19,2 | 21,3 | 0 | 5,5 | 3,5 | 23,4 | 51,1 | |
| Resistente a FEP | 1.745 | 12,8 | 12,8 | 4,2 | 0 | 3,3 | 14,4 | 44,2 | |
| Resistente a PTZ | 2.358 | 21,2 | 23,6 | 7,0 | 10,4 | 0 | 24,9 | 55,0 | |
| Resistente a MEM | 2.715 | 1,7 | 0 | 29,5 | 28,8 | 20,3 | 16,8 | 55,2 | |
| MDR | 2.292 | 45,5 | 11,8 | 11,2 | 11,6 | 8,6 | 4,4 | 11,2 | 45,7 |
| DTR | 1.443 | 31,9 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 0 | 38,0 |
Adaptado de: Wise MG et al.1
Como mostra a tabela, ZERBAXA também inibiu 45,5% dos fenótipos MDR e 31,9% dos fenótipos DTR em subconjuntos de isolados mais resistentes de P. aeruginosa.1
A América Latina tem sido reconhecida como um ponto crítico pelas altas taxas de resistência entre os bacilos gram-negativos, incluindo a P. aeruginosa. De acordo com o programa SMART, que monitorou as tendências na resistência de bactérias gram-negativas na região, a atividade antimicrobiana de ZERBAXA (ceftolozana + tazobactam) se manteve potente contra isolados clínicos de P. aeruginosa na região, com uma tendência significativa de aumento na suscetibilidade com o tempo e apenas algumas reduções localizadas.1
Durante o período do programa, os valores percentuais anuais de suscetibilidade a ZERBAXA variaram de 84,9% (2016, n = 779) a 89,2% (2023, n = 1.144), com uma pequena redução em 2024 (87,1%; n = 1.089) (vide gráfico abaixo).1
ZERBAXA: variação de
84,9 a 89,2%
nos percentuais de suscetibilidade entre 2016 e 20231
Tendências longitudinais de 2016 a 2024 na porcentagem de isolados de P. aeruginosa identificados como MDR, DTR e suscetíveis a ZERBAXA:¹
Todos os isolados coletados na América Latina
A ceftolozana foi desenvolvida para combater a crescente resistência da P. aeruginosa aos β-lactâmicos disponíveis, e sua combinação ao tazobactam, um inibidor de β-lactamase já consagrado, demonstrou potente atividade in vitro contra P. aeruginosa multirresistente (MDR) e resistente aos carbapenêmicos, incluindo isolados com superexpressão de AmpC ou atividade de bomba de efluxo. Desde sua aprovação, ZERBAXA se tornou uma importante opção terapêutica para o tratamento de infecções intra-abdominais complicadas, infecções complicadas do trato urinário e pneumonia adquirida em ambiente hospitalar causadas por P. aeruginosa.1
Contudo, o potencial aumento de isolados MDR e DTR, bem como surtos com isolados portadores de MBLs e outros mecanismos de resistência aos β-lactâmicos, justifica o monitoramento contínuo, tanto localmente quanto por programas de vigilância internacionais.1
Portfólio MSD de antibióticos:
*O programa de vigilância global SMART é uma iniciativa internacional contínua que monitora as tendências de resistência antimicrobiana entre patógenos bacterianos gram-negativos clinicamente importantes. De 2016 a 2024, os laboratórios clínicos latino-americanos participantes do programa de vigilância global SMART coletaram um total de 65.527 isolados de bacilos gram-negativos, dos quais 10.188 (15,5%) eram P. aeruginosa, provenientes de 57 locais clínicos únicos em 12 países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Panamá, Peru, Porto Rico e Venezuela); no entanto, nem todos os países/locais participaram todos os anos. No total, 14 locais clínicos em 6 países contribuíram anualmente para o programa de 2016 a 2024.1
AMK: amicacina; ATM: aztreonam; CAZ: ceftazidima; DTR: resistentes difíceis de tratar; FEP: cefepima; IPM: imipeném; LVX: levofloxacino; MBLs: metalobetalactamases; MDR: multirresistente; MEM: meropeném; PTZ: piperacilina + tazobactam; SMART: Study for Monitoring Antimicrobial Resistance Trends (Estudo para Monitorização das Tendências de Resistência aos Antimicrobianos).
Referências: 1. Wise MG, Karlowsky JA, Polis TJ et al. Trends in Pseudomonas aeruginosa In Vitro Susceptibility to Ceftolozane/Tazobactam in Latin America: SMART Surveillance Program, 2016–2024. Antibiotics. 2025;14(10):1018.
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